Numa noite dessas, em um oásis de um deserto de uma região de um país árabe, sob um céu emoldurado de estrelas cintilantes, uma caravana ali se detém para o pernoite. Sob à luz de uma fogueira, temos em sua volta um grupo de tuaregues, os homens do deserto, que à exceção de um deles, estão sentados e atentos à escutar o companheiro que permanece de pé, o narrador de lendas, e que começa a falar:
_Alá é o Deus todo poderoso e Maomé é o seu profeta! Meus irmãos... e para mostrar o quanto o poder de Alá é grande... vou lhes contar o que aconteceu numa terra, longe daqui, chamada Brasil! Sim... o Brasil de Pelé, Garrincha, César lattes, Maria Esther Bueno, Airton Sena, Lula... e o venerado herói lembrado a cada dia seis de maio... o
Malba Tahan!
-Espere irmão! Malba Tahan?
-Nunca ouvi falar dele!
-Um patrício nosso?
-Um moleiro de malba (
**)?
-Como foi, parar no Brasil?
-Herói brasileiro?
-Como assim?
-Eu explico, meus irmãos! O Malba Tahan (
el-hadj cherif Ali Iezid Izz-Eduim Ibn Salim Hank Malba Tahan) era o pseudônimo do matemático brasileiro
Júlio César de Mello e Souza. Vejam só , como são os desígnios de Alá, que eterniza a lembrança daqueles que agem e se impõe não pelo uso da força e sim... com a sabedoria! Esse “
moleiro de malba” que não era árabe, aliás, ele nunca andou por nossas terras, nasceu em
06/05/1895 no Brasil, no Rio de Janeiro e depois passando a sua infância na cidade de Queluz, na companhia dos pais, ambos professores e bem perto do rio Paraíba do Sul no estado de são Paulo. Desde pequeno demonstrava o seu interesse pelas ciências e entre elas via-se que a
Matemática era a sua ciência preferida embora a Astronomia lhe cativasse também. Tinha também grande poder imaginativo, escrevia com caligrafia caprichada e produzia já nessa época o jornal
O Erre,ferrenho concorrente do jornal
O Mez, que era editado pelo seu irmão mais velho, chamado Rubens. E talvez por isso , conseguia escrever contos e poemas com facilidade.

Mais tarde, já adulto, formando-se em engenharia pela Escola Politécnica Nacional, profissão essa que nunca exerceu, pois a paixão pelos números e pelos livros, levou-o primeiramente a trabalhar na Biblioteca Nacional, logo em seguida, Colégio Pedro II (onde já fora aluno)... e mais tarde na Escola Politécnica, como professor de Matemática. Unindo esses seus talentos, de matemático e de escritor, e como teorizava que... “quem complica a matemática não gosta dela, é um sádico que se diverte vendo os alunos sofrerem”, já em 1932 procurou as editoras para fazer a publicação de seus livros. Foi aí, que diante da recusa dos editores em atendê-lo e entendendo que o fato se devia por preconceito, em ser ele um escritor brasileiro, foi assim que recebendo a iluminação de Alá, só pode ter sido isso, criou o pseudônimo de Malba Tahan, um grande contador de histórias das terras árabes que viveu em Meca, filho de um próspero vendedor de vinhos. Curioso em conhecer outras culturas e costumes, depois de viajar e visitar vários países, passou a residir no Brasil. Foi o bastante para que a situação fosse revertida e agora eram eles, os editores, que corriam atrás dos escritos do Malba Tahan, pois eram por demais procurados pelos leitores e tinha no livro... O homem que calculava, sua mais espetacular obra literária, onde ele conta as histórias que herdara de Beremiz Samir, um sábio e calculista, em simplificar os mistérios dos cálculos e se fazendo entender até pelos beduínos iletrados.
E Alá, lhe era tão benevolente, pois aprovava a sua missão em desmitificar as complicações da Matemática transformando-a em uma Boatemática, que ele se transformou em um autor produtivo, que levantava cedo às 4 horas da manhã, “o horário mais fecundo”, dizia ele, para se criar obras literárias e falava: “ A inspiração emana da terra, entra pelos pés.” ! E assim , escreveu 117 livros.
Agora, passarei a falar, o que o Malba escreveu sobre os relatos feitos pelo calculista Beremiz, perambulando pelas nossas terras.
Deixemos que o contador de história beduíno, continue a prender a atenção das pessoas em sua volta, explicando como o sábio Beremiz, solucionava os problemas matemáticos mais difíceis, usando de criatividade, buscava as respostas com simplicidade, na realidade, quem fazia isso, era o Malba Tahan, ou melhor: o Júlio César de Mello e Souza.
Só em 1952 é que revelou sua identidade literária e acrescentou Malba Tahan ao seu verdadeiro nome de batismo.
Conferencista dos mais solicitados para eventos e defensor ferrenho, dessa metodologia de ensino matemático descomplicado pelo emprego do lúdico, mostrando que a Matemática pode ser abordada de forma divertida e curiosa, e assim é capaz de trazer a compreensão e o domínio dos conteúdos dessa ciência, principalmente para os mais jovens, revertendo aquela postura de rejeição e temor pelos Cálculos. E depois dele, verdade seja dita: gerações após gerações de leitores de seus 117 livros, traduzidos para diversos idiomas e com venda estimada de mais de 2 milhões de exemplares, teem se deliciado e sidos influenciados favoravelmente para os estudos matemáticos devido ao trabalho deixado por esse nosso... super-herói brasileiro!
No dia 18 de junho de 1974, aos 79 anos, morria na cidade do Recife, onde sentiu-se mal no decorrer de uma de suas disputadas conferências e mesmo aí, para não deixar de agir e surpreender, com a sua maneira de ser, no dia seguinte, os jornais, segundo uma nota escrita pelo próprio, em anos anteriores, estamparam a seguinte nota:“Malba Tahan morreu e pede, a todos, perdão pelas faltas, erros, ingratidões e injustiças. E também pede, pelo amor de Deus, que todos os crentes rezem por ele”.
Pelo projeto de lei de número: 3482-2004 a Comissão de Educação e Cultura, institui o 6 de maio como... Dia Nacional da Matemática lembrando a data de nascimento de Malba Tanhan, justa homenagem e a qual eu quero complementar em forma de versos.
Dedicado o 6 de maio, para as homenagens... por toda essa nação...
A Malba Tahan, pseudônimo de Júlio César de Mello e Souza, e eu selo...
Dia Nacional da Matemática em solo brasileiro, meu irmão!
Que se tornou tão herói nacional, como é agora … o César Cielo...
Pra vencer o preconceito do momento que, se fazia de então...
Ele fez-se passar por árabe, para poder publicar o livro, tão belo...
“O homem que calculava” , a sua obra literária, lida de montão...
Era o começo de 117 outras nesse solo... verde-e-amarelo!
Gerações, após gerações, as quais que a Matemática só complicava...
Até que esse herói... nada! Super-herói! E por que Não?
Foi o divisor de águas, com o “Homem que calculava”,
Lecionando, desmitificando e dando a devida lição...
Sobre...como ensinar a Matemática, ciência que adorava...
Escrevendo livros e artigos. Não mudando nunca de opinião,
Conseguiu... “esse árabe brasileiro”, metodologia que acabava...
Com o ódio da Matemática espalhado por todo esse torrão!
Assim, o 6 de maio... matematicamente um dia que eu velo...
No Brasil, a data do nascimento de Malba Tahan...
Que era o Júlio César de Mello e Souza, que eu revelo...
Ter sido, ótimo matemático e escritor de mente sã!
Estejas aonde estiver, ao som de violino e/ou violoncelo...
Receba do “MATEMÁGICAS E NÚMEROS”, filiado à nave capitã
Chamada... UBM, liderando essa corrente de blogs e feito um elo...
Para que a sua missão continue e merecidamente nunca seja... vã!