quarta-feira, 6 de maio de 2015



Malba Tahan
M A L B A    T A H A N 

Nome:
Júlio César de Mello e Souza ( pseudônimo: Malba Tahan )
vida:
viveu 79 anos ( 1895 - 1974 ), a maior parte no Rio de Janeiro
formação:
Colégio D. Pedro II
Escola Normal do RJ
Escola Politécnica do RJ ( eng. civil )
  1. O personagem Malba Tahan

    No início do século, era bastante difícil de os autores nacionais conseguirem publicar qualquer coisa: os livreiros e os donos de jornais tinham medo de ficar no prejuízo. Assim, procurando-se lançar-se como escritor, Mello e Souza resolveu criar uma figura exótica e estrangeira, o Malba Tahan , e passar como tradutor dos contos e livros desse.
    Ao ler os Contos das Mil e Uma Noites, ainda menino, havia apaixonado-se pela cultura árabe. Partindo desse conhecimento, e melhorando-o com outras leituras e inclusive curso de árabe, construiu seu personagem. Sua criação era uma rara figura: nascido em 1885 na Arábia Saudita, já muito moço fora nomeado prefeito de El Medina pelo emir; depois, foi estudar em Istanbul e Cairo; aos 27 anos, tendo recebido grande herança do pai, saiu em viagem de aventuras pelo mundo afora: Rússia, India e Japão. Em cada aventura, Malba Tahan sempre acabava envolvendo-se com algum engenhoso problema matemático, que resolvia magistralmente.

    O sucesso dessa idéia de Mello e Souza foi imediato e ele acabou escrevendo dezenas de livros para seu Malba Tahan :  A Sombra do Arco-Iris (seu livro predileto), Lendas do Deserto, Céu de Allah, etc, etc e o muito famoso O Homem que Calculava ( que além de ter sido traduzido para várias línguas, vendeu mais de 2 milhões de exemplares só no Brasil e está na 42a edição ).

    Hoje, o valor pedagógico dessa obra é reconhecido até internacionalmente. Não menos meritória de aplausos é a criatividade entretenedora dos livros de Mello e Souza; o grande escritor Jorge Luiz Borges colocava-os entre os mais notáveis livros da Humanidade.
  2. O Professor Mello e Souza

    Além de produzir essa vasta obra literária ( Malba Tahan ), Mello e Souza encontrou tempo para escrever vários livros de Matemática e Didática da Matemática.

    • sozinho:
      Geometria Analítica, Trigonometria Hiperbólica, Funções Moduladas, etc
    • com colaboradores:
      Irene de Albuquerque, Euclides Roxo, J. Paes Leme, etc

    Podemos destacar os seguintes aspectos de sua obra didática:

    • foi um crítico severo da didática usual dos cursos de matemática da primeira metade deste século ( conta-se episódios de violentas discussões que travou em congressos e conferências )
    • foi um pioneiro
      • no uso didático da História da Matemática
      • na defesa de um ensino baseado na resolução de problemas não-mecânicos
      • na exploração didática das atividades recreativas e no uso de material concreto no ensino da Matemática
    Não podemos deixar de mencionar que foi um dos primeiros a explorar a possibilidade do ensino por rádio e televisão. Lamentamos, por outro lado, sua insistência em divulgar idéias associadas à Numerologia.
  3. Escolas onde atuou

    Provavelmente deve seu interesse pelo ensino ao pai e mãe, ambos professores de primeiro grau. Começou a lecionar cedo: aos 18 anos, ensinava nas turmas suplementares no Colégio D. Pedro II . Os cargos mais importantes que teve foram:

    • catedrático na escola Nacional de Belas Artes
    • catedrático na Faculdade Nacional de Arquitetura
    • catedrático no Instituto de Educação do RJ ( ex Escola Normal do RJ )
  4. Museu Malba Tahan

    Está para ser inaugurado na cidade paulista de Queluz, onde Mello e Souza viveu sua infância. Após sua morte, sua família doou para essa cidade todo o acervo de Malba Tahan ( biblioteca, documentos, objetos pessoais, etc ).
  5. Dia da Matemática

    Ficamos sabendo, através do Prof. António J. Lopes Bigode, que a Assembléia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro - comemorando o centenário do nascimento de Mello e Souza em 6 de maio de 1995 - criou o Dia da Matemática, a ser celebrado todos os 6 de maio.

    FONTE:http://www.mat.ufrgs.br/~portosil/malba.html

    Postado por: Tiago Barbosa dos Santos

MALBA TAHAM

O professor de matemática Júlio César de Melo e Sousa nasceu no Rio de Janeiro, no dia 6 de maio de 1895, filho de João de Deus de Melo e Sousa e de Carolina Carlos de Melo e Sousa, em uma família de oito filhos, criados com dificuldade pelos pais.
O escritor árabe Ali Iezid Izz-Edim Ibn Salim Hank Malba Tahan - mais conhecido como Malba Tahan -, nasceu dez anos antes, em 1885, na Península Arábica, em uma aldeia conhecida como Muzalit, próxima do centro islâmico dos muçulmanos, a cidade de Meca. Ao longo de sua trajetória, ele foi convidado pelo emir Abd el-Azziz ben Ibrahim a ocupar o posto de queimaçã, ou seja, prefeito, de El-Medina, município da Arábia. Ele realizou seus estudos em Constantinopla e no Cairo. Com apenas 27 anos se tornou detentor de grande herança paterna e passou a viajar pelo Japão, Rússia e Índia. Malba faleceu em 1921, no auge de um combate pela independência de uma tribo da Arábia Central.
Mas o que há de comum entre Júlio César, o matemático brasileiro, e Malba Tahan, o escritor árabe? Embora pareça não haver nenhuma conexão, ambos são na verdade a mesma pessoa. Malba Tahan é o heterônimo ou o pseudônimo de que se vale o professor para criar suas histórias. Tamanha é a sua criatividade que ele mesmo inventou sua biografia fictícia, além dos inúmeros contos semelhantes aos enredos das Mil e Uma Noites. Aproveitando o contexto, ele também disseminou amplamente a Matemática através de suas obras. O escritor recebeu inclusive a concessão especial do então Presidente Getúlio Vargas para ter seu heterônimo impresso em sua carteira de identidade.
Júlio cresceu na pequena cidade paulista chamada Queluz, revelando precocemente sua natureza criativa e única. Suas histórias, já elaboradas durante a infância, eram povoadas de personagens com nomes estranhos, como Mardukbarian, Protocholóski ou Orônsio. Em 1905 ele voltou para sua terra natal com o objetivo de estudar; neste período ele frequentou o Colégio Militar e o Colégio Pedro II. Posteriormente, em 1913, ingressou na Faculdade de Engenharia Civil da Escola Politécnica.
Mais tarde, como professor, transformava a sala de aula em um palco, no qual atuava de forma brilhante, conquistando a atenção e a admiração de seus alunos com uma metodologia criada por ele mesmo e voltada para o aprendizado concretizado através do entretenimento, distante das aulas tediosas e intencionalmente complexas de grande parte dos professores desta disciplina, didática vivamente criticada por Júlio César.
Sua imaginação era ilimitada, o que se manifestava tanto em seus romances e contos, quanto na área da educação. Em seu livro mais conhecido, O Homem que Calculava, ele apresenta, por meio das proezas de um personagem persa que se devota aos cálculos matemáticos, uma infinidade de questões e desafios matemáticos, seguindo o estilo das narrativas de Mil e Uma Noites. Monteiro Lobato foi um dos grandes escritores que se apaixonaram por este livro, profetizando sua imortalidade na história da literatura.
Os contos de Malba normalmente se passavam no Oriente, como seria de se esperar de seu heterônimo. O matemático e escritor estava sempre à frente de seu tempo, sendo muitas vezes incompreendido. Hoje sua atuação na educação começa a ser revista e valorizada. Neste esforço de reconhecimento da sua obra, foi fundado o Instituto Malba Tahan, em 2004, na cidade de Queluz, visando retomar seu trabalho, desenvolvê-lo e conservar na memória sua herança cultural, mantendo-a viva e ativa. Também em sua honra o dia 6 de maio, que marca seu nascimento, foi estabelecido como o Dia da Matemática pela Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro.
Júlio César morreu no dia 18 de junho de 1974, vítima de um ataque cardíaco no hotel em que se encontrava hospedado, no Recife, depois de uma última palestra. Como arremate final de sua imaginação, deixou prescritas várias orientações para a realização de seu enterro – a mensagem em sua homenagem, o caixão de terceira classe, flores enviadas por alguém desconhecido, oculto no anonimato, sem coroas, luto ou discursos.

http://www.infoescola.com/biografias/malba-tahan/

MARCOS ANTÔNIO ANDRADE SANTOS

MATEMÁTICA

“Porque esse monstro existe?”;   “Para que serve a Matemática na minha vida?”;
“Porque eu preciso estudar Matemática?”;  Qual é a importância da Matemática na minha vida?”
São perguntas muito comuns  feitas por pessoas que não gostam do assunto ou que nem se deram conta de sua infinita importância em nosso cotidiano. Como vou mostrar, ela aparece cada vez mais no nosso dia a dia, de forma muito intensa e simplesmente posso garantir que não vivemos sem ela.
Você  quer uma prova? Passe no mínimo uma hora do seu dia sem estar ligado ou  relacionado a números. Isso é impossível, pois estamos ligados a eles o tempo todo, desde o momento que acordamos. Temos que acordar com o despertador marcando um “número”, temos que calcular o tempo que levamos até chegar no trabalho, escola, etc.  e ai estão mais números!
Outro exemplo bem simples de ser enrolado é quando vamos a uma loja ou fazemos uma compra e o vendedor dá um desconto ou um acréscimo na compra. Se não soubermos como calculá-los vamos perdendo dinheiro  durante a nossa vida sem nos darmos conta.
Faça outro pequeno teste e veja quantas vezes a matemática aparece no seu dia a dia, seja no trabalho, seja em casa, seja na escola, curso ou faculdade, seja num clube ou shopping, num cinema, no computador, no diálogo com seu grupo de amigos.
Se ficarmos atentos a tudo que acontece ao nosso redor, iremos ver que a matemática não se trata apenas de uma simples diversão ou de uma simples aula chata na escola, mas sim, de um conteúdo bastante importante que faz parte de nossas vidas e que carregaremos pelo resto da vida!
Os melhores profissionais de todas as áreas, inclusive àquelas que não são afins, são exímios Matemáticos. Imagine você que trabalhando com Marketing digital sem saber calcular métricas de vendas, é o caminho mais rápido para o fracasso.
Tem pessoas que fazem a faculdade de Direito porque acham que não tem Matemática lá. Doce engano, pois o profissional do Direito utiliza a Matemática quando trabalha com causas que envolvam a realização de cálculos, como por exemplo bens, valores, partilhas e heranças. E se ele for tributarista então vai se ver envolvido com cálculos a vida toda. Não se engane pois em todas as profissões a Matemática está presente.
Até uma simples dona de casa usa medidores de massa (kg) em sua cozinha para fazer suas receitas. Ela nem sabe mas está sempre conectada com a Matemática.
Chegou o momento em que a humanidade percebeu que não dá pra viver sem os conhecimentos matemáticos, ou seja, a Matemática desempenha um papel de fundamental importância nos âmbitos da sociedade, desde uma simples compra de um produto, até as mais complexas situações cotidianas.
Da mesma forma que fórmulas, equações teorias e teoremas que estudamos na escola é Matemática, qualquer pensamento artístico, religioso, social, psicológico, são processos mentais matemáticos que nos acompanham desde que nascemos.
http://geniodamatematica.com.br/importancia-da-matematica-nosso-dia-dia/
Ester Teles

A Importância da Matemática na Informática


IntroduçãoA matemática por ser algo desafiador acaba sendo prazeroso para aqueles que fazem seu estudo.E apesar de não percebamos a Matemática e o ponto fundamental no mundo em que vivemos. O próprio crescimento da computação que é algo imprescindível na sociedade em que vivemos hoje foi inicialmente desenvolvido teoricamente por matemáticos como John Von Neumann (1903-1957), Norbert Wiener (1894-1964) e Alan Turing (1913-1954).MetodologiaMatemática se tornou uma das principais ferramentas nos dias de hoje para auxiliar o pensamento humano e assim os computadores, já que sem um humano os computadores nada seriam.Nos dias de hoje o computador vem sendo tratado com uma extrema importância, esquecendo-se que a Matemática por sua vez também tem sua mera importância. Sendo que a computação tem suas bases nas disciplinas de lógica, algoritmos, estrutura de dados, matemática discreta, geometria, estatística, etc., sendo estas basicamente fundamentadas na Matemática pura.Um profissional que tem um conhecimento nessas disciplinas consegue resolver basicamente todos os problemas que a computação apresentar.Conclusão Desenvolvem-se nos dois sentidos as relações Matemática e Informática. A Matemática tem dado contribuições decisivas para o surgimento e incessante aperfeiçoamento tanto dos computadores como das Ciências da Computação. Porem a Matemática, como uma ciência dinâmica que esta sempre em constante evolução, também acaba fortemente influenciada pela informática.

Thalysson
Fonte:http://seer.unipampa.edu.br/index.php/siepe/article/view/2813

MALBA TAHAN... O HOMEM QUE DESCOMPLICAVA

MALBA TAHAN... O HOMEM QUE DESCOMPLICAVA


Numa noite dessas, em um oásis de um deserto de uma região de um país árabe, sob um céu emoldurado de estrelas cintilantes, uma caravana ali se detém para o pernoite. Sob à luz de uma fogueira, temos em sua volta um grupo de tuaregues, os homens do deserto, que à exceção de um deles, estão sentados e atentos à escutar o companheiro que permanece de pé, o narrador de lendas, e que começa a falar:

_Alá é o Deus todo poderoso e Maomé é o seu profeta! Meus irmãos... e para mostrar o quanto o poder de Alá é grande... vou lhes contar o que aconteceu numa terra, longe daqui, chamada Brasil! Sim... o Brasil de Pelé, Garrincha, César lattes, Maria Esther Bueno, Airton Sena, Lula... e o venerado herói lembrado a cada dia seis de maio... o Malba Tahan!


-Espere irmão! Malba Tahan?
-Nunca ouvi falar dele!
-Um patrício nosso?
-Um moleiro de malba (**)?
-Como foi, parar no Brasil?
-Herói brasileiro?
-Como assim?
-Eu explico, meus irmãos! O Malba Tahan (el-hadj cherif Ali Iezid Izz-Eduim Ibn Salim Hank Malba Tahan) era o pseudônimo do matemático brasileiro Júlio César de Mello e Souza. Vejam só , como são os desígnios de Alá, que eterniza a lembrança daqueles que agem e se impõe não pelo uso da força e sim... com a sabedoria! Esse “moleiro de malba” que não era árabe, aliás, ele nunca andou por nossas terras, nasceu em 06/05/1895 no Brasil, no Rio de Janeiro e depois passando a sua infância na cidade de Queluz, na companhia dos pais, ambos professores e bem perto do rio Paraíba do Sul no estado de são Paulo. Desde pequeno demonstrava o seu interesse pelas ciências e entre elas via-se que a Matemática era a sua ciência preferida embora a Astronomia lhe cativasse também. Tinha também grande poder imaginativo, escrevia com caligrafia caprichada e produzia já nessa época o jornal O Erre,ferrenho concorrente do jornal O Mez, que era editado pelo seu irmão mais velho, chamado Rubens. E talvez por isso , conseguia escrever contos e poemas com facilidade.
Mais tarde, já adulto, formando-se em engenharia pela Escola Politécnica Nacional, profissão essa que nunca exerceu, pois a paixão pelos números e pelos livros, levou-o primeiramente a trabalhar na Biblioteca Nacional, logo em seguida, Colégio Pedro II (onde já fora aluno)... e mais tarde na Escola Politécnica, como professor de Matemática. Unindo esses seus talentos, de matemático e de escritor, e como teorizava que... quem complica a matemática não gosta dela, é um sádico que se diverte vendo os alunos sofrerem, já em 1932 procurou as editoras para fazer a publicação de seus livros. Foi aí, que diante da recusa dos editores em atendê-lo e entendendo que o fato se devia por preconceito, em ser ele um escritor brasileiro, foi assim que recebendo a iluminação de Alá, só pode ter sido isso, criou o pseudônimo de Malba Tahan, um grande contador de histórias das terras árabes que viveu em Meca, filho de um próspero vendedor de vinhos. Curioso em conhecer outras culturas e costumes, depois de viajar e visitar vários países, passou a residir no Brasil. Foi o bastante para que a situação fosse revertida e agora eram eles, os editores, que corriam atrás dos escritos do Malba Tahan, pois eram por demais procurados pelos leitores e tinha no livro... O homem que calculava, sua mais espetacular obra literária, onde ele conta as histórias que herdara de Beremiz Samir, um sábio e calculista, em simplificar os mistérios dos cálculos e se fazendo entender até pelos beduínos iletrados.

E Alá, lhe era tão benevolente, pois aprovava a sua missão em desmitificar as complicações da Matemática transformando-a em uma Boatemática, que ele se transformou em um autor produtivo, que levantava cedo às 4 horas da manhã, “o horário mais fecundo”, dizia ele, para se criar obras literárias e falava: “ A inspiração emana da terra, entra pelos pés.” ! E assim , escreveu 117 livros.
Agora, passarei a falar, o que o Malba escreveu sobre os relatos feitos pelo calculista Beremiz, perambulando pelas nossas terras.

Deixemos que o contador de história beduíno, continue a prender a atenção das pessoas em sua volta, explicando como o sábio Beremiz, solucionava os problemas matemáticos mais difíceis, usando de criatividade, buscava as respostas com simplicidade, na realidade, quem fazia isso, era o Malba Tahan, ou melhor: o Júlio César de Mello e Souza.
Só em 1952 é que revelou sua identidade literária e acrescentou Malba Tahan ao seu verdadeiro nome de batismo.
Conferencista dos mais solicitados para eventos e defensor ferrenho, dessa metodologia de ensino matemático descomplicado pelo emprego do lúdico, mostrando que a Matemática pode ser abordada de forma divertida e curiosa, e assim é capaz de trazer a compreensão e o domínio dos conteúdos dessa ciência, principalmente para os mais jovens, revertendo aquela postura de rejeição e temor pelos Cálculos. E depois dele, verdade seja dita: gerações após gerações de leitores de seus 117 livros, traduzidos para diversos idiomas e com venda estimada de mais de 2 milhões de exemplares, teem se deliciado e sidos influenciados favoravelmente para os estudos matemáticos devido ao trabalho deixado por esse nosso... super-herói brasileiro!
No dia 18 de junho de 1974, aos 79 anos, morria na cidade do Recife, onde sentiu-se mal no decorrer de uma de suas disputadas conferências e mesmo aí, para não deixar de agir e surpreender, com a sua maneira de ser, no dia seguinte, os jornais, segundo uma nota escrita pelo próprio, em anos anteriores, estamparam a seguinte nota:“Malba Tahan morreu e pede, a todos, perdão pelas faltas, erros, ingratidões e injustiças. E também pede, pelo amor de Deus, que todos os crentes rezem por ele”.
Pelo projeto de lei de número: 3482-2004 a Comissão de Educação e Cultura, institui o 6 de maio como... Dia Nacional da Matemática lembrando a data de nascimento de Malba Tanhan, justa homenagem e a qual eu quero complementar em forma de versos.

Dedicado o 6 de maio, para as homenagens... por toda essa nação...
Malba Tahan, pseudônimo de Júlio César de Mello e Souza, e eu selo...
Dia Nacional da Matemática em solo brasileiro, meu irmão!
Que se tornou tão herói nacional, como é agora … o César Cielo...
Pra vencer o preconceito do momento que, se fazia de então...
Ele fez-se passar por árabe, para poder publicar o livro, tão belo...
O homem que calculava” , a sua obra literária, lida de montão...
Era o começo de 117 outras nesse solo... verde-e-amarelo!

Gerações, após gerações, as quais que a Matemática só complicava...
Até que esse herói... nada! Super-herói! E por que Não?
Foi o divisor de águas, com o “Homem que calculava”,
Lecionando, desmitificando e dando a devida lição...
Sobre...como ensinar a Matemática, ciência que adorava...
Escrevendo livros e artigos. Não mudando nunca de opinião,
Conseguiu... “esse árabe brasileiro”, metodologia que acabava...
Com o ódio da Matemática espalhado por todo esse torrão!

Assim, o 6 de maio... matematicamente um dia que eu velo...
No Brasil, a data do nascimento de Malba Tahan...
Que era o Júlio César de Mello e Souza, que eu revelo...
Ter sido, ótimo matemático e escritor de mente sã!
Estejas aonde estiver, ao som de violino e/ou violoncelo...
Receba do “MATEMÁGICAS E NÚMEROS”, filiado à nave capitã
Chamada... UBM, liderando essa corrente de blogs e feito um elo...
Para que a sua missão continue e merecidamente nunca seja... vã!

OS TRINTA E CINCO CAMELOS - Malba Tahan

Poucas horas havia que viajávamos sem interrupção, quando nos ocorreu uma aventura digna de registro, na qual meu companheiro Beremiz, com grande talento, pôs em prática as suas habilidades de exímio algebrista.
Encontramos, perto de um antigo caravançará meio abandonado, três homens que discutiam acaloradamente ao pé de um lote de camelos. Por entre pragas e impropérios, gritavam possessos, furiosos:
— Não pode ser!
— Isto é um roubo!
— Não aceito!
O inteligente Beremiz procurou informar-se do que se tratava.
— Somos irmãos — esclareceu o mais velho — e recebemos como herança esses 35 camelos. Segundo a vontade expressa de meu pai, devo eu receber a metade, o meu irmão Hamed Namir uma terça parte, e ao Harim, o mais moço, deve tocar apenas a nona parte. Não sabemos, porém, como dividir dessa forma 35 camelos. A cada partilha proposta, segue-se a recusa dos outros dois, pois a metade de 35 é 17 e meio! Como fazer a partilha, se a terça parte e a nona parte de 35 também não são exatas?
— É muito simples — atalhou o “homem que calculava”. — Encarregar-me-ei de fazer com justiça essa divisão, se permitirem que eu junte aos 35 camelos da herança este belo animal, que em boa hora aqui nos trouxe.
Neste ponto, procurei intervir na questão:
— Não posso consentir em semelhante loucura! Como poderíamos concluir a viagem, se ficássemos sem o nosso camelo?
— Não te preocupes com o resultado, ó “bagdali”! — replicou-me, em voz baixa, Beremiz. — Sei muito bem o que estou fazendo. Cede-me o teu camelo e verás, no fim, a que conclusão quero chegar.
Tal foi o tom de segurança com que ele falou, que não tive dúvida em entregar-lhe o meu belo jamal, que imediatamente foi reunido aos 35 ali presentes, para serem repartidos pelos três herdeiros.
— Vou, meus amigos — disse ele, dirigindo-se aos três irmãos — fazer a divisão justa e exata dos camelos, que são agora, como vêem, em número de 36.
E voltando-se para o mais velho dos irmãos, assim falou:
— Deves receber, meu amigo, a metade de 35, isto é, 17 e meio. Receberás a metade de 36, ou seja, 18. Nada tens a reclamar, pois é claro que saíste lucrando com esta divisão.
Dirigindo-se ao segundo herdeiro, continuou:
— E tu, Hamed Namir, devias receber um terço de 35, isto é, 11 e pouco. Vais receber um terço de 36, isto é, 12. Não poderás protestar, pois tu também saíste com visível lucro na transação.
E disse, por fim, ao mais moço:
— E tu, jovem Harim Namir, segundo a vontade de teu pai, devias receber uma nona parte de 35, isto é, 3 e pouco. Vais receber um terço de 36, isto é, 4. O teu lucro foi igualmente notável. Só tens a agradecer-me pelo resultado.
Numa voz pausada e clara, concluiu:
— Pela vantajosa divisão feita entre os irmãos Namir — partilha em que todos os três saíram lucrando — couberam 18 camelos ao primeiro, 12 ao segundo e 4 ao terceiro, o que dá um total de 34 camelos. Dos 36 camelos sobraram, portanto, dois. Um pertence, como sabem, ao “bagdali” meu amigo e companheiro; outro, por direito, a mim, por ter resolvido a contento de todos o complicado problema da herança.
— Sois inteligente, ó estrangeiro! — confessou, com admiração e respeito, o mais velho dos três irmãos. — Aceitamos a vossa partilha, na certeza de que foi feita com justiça e eqüidade.
E o astucioso Beremiz — o “homem que calculava” — tomou logo posse de um dos mais belos camelos do grupo, e disse-me, entregando-me pela rédea o animal que me pertencia:
— Poderás agora, meu amigo, continuar a viagem no teu camelo manso e seguro. Tenho outro, especialmente para mim.
E continuamos a nossa jornada para Bagdá.

Thalysson
Fonte:http://contosbemcontados.blogspot.com.br/2008/06/os-trinta-e-cinco-camelos-malba-tahan.html

Malba Tahan

Malba Tahan

O professor de matemática Júlio César de Melo e Sousa nasceu no Rio de Janeiro, no dia 6 de maio de 1895, filho de João de Deus de Melo e Sousa e de Carolina Carlos de Melo e Sousa, em uma família de oito filhos, criados com dificuldade pelos pais.
O escritor árabe Ali Iezid Izz-Edim Ibn Salim Hank Malba Tahan - mais conhecido como Malba Tahan -, nasceu dez anos antes, em 1885, na Península Arábica, em uma aldeia conhecida como Muzalit, próxima do centro islâmico dos muçulmanos, a cidade de Meca. Ao longo de sua trajetória, ele foi convidado pelo emir Abd el-Azziz ben Ibrahim a ocupar o posto de queimaçã, ou seja, prefeito, de El-Medina, município da Arábia. Ele realizou seus estudos em Constantinopla e no Cairo. Com apenas 27 anos se tornou detentor de grande herança paterna e passou a viajar pelo Japão, Rússia e Índia. Malba faleceu em 1921, no auge de um combate pela independência de uma tribo da Arábia Central.
Mas o que há de comum entre Júlio César, o matemático brasileiro, e Malba Tahan, o escritor árabe? Embora pareça não haver nenhuma conexão, ambos são na verdade a mesma pessoa. Malba Tahan é o heterônimo ou o pseudônimo de que se vale o professor para criar suas histórias. Tamanha é a sua criatividade que ele mesmo inventou sua biografia fictícia, além dos inúmeros contos semelhantes aos enredos das Mil e Uma Noites. Aproveitando o contexto, ele também disseminou amplamente a Matemática através de suas obras. O escritor recebeu inclusive a concessão especial do então Presidente Getúlio Vargas para ter seu heterônimo impresso em sua carteira de identidade.
Júlio cresceu na pequena cidade paulista chamada Queluz, revelando precocemente sua natureza criativa e única. Suas histórias, já elaboradas durante a infância, eram povoadas de personagens com nomes estranhos, como Mardukbarian, Protocholóski ou Orônsio. Em 1905 ele voltou para sua terra natal com o objetivo de estudar; neste período ele frequentou o Colégio Militar e o Colégio Pedro II. Posteriormente, em 1913, ingressou na Faculdade de Engenharia Civil da Escola Politécnica.
Mais tarde, como professor, transformava a sala de aula em um palco, no qual atuava de forma brilhante, conquistando a atenção e a admiração de seus alunos com uma metodologia criada por ele mesmo e voltada para o aprendizado concretizado através do entretenimento, distante das aulas tediosas e intencionalmente complexas de grande parte dos professores desta disciplina, didática vivamente criticada por Júlio César.
Sua imaginação era ilimitada, o que se manifestava tanto em seus romances e contos, quanto na área da educação. Em seu livro mais conhecido, O Homem que Calculava, ele apresenta, por meio das proezas de um personagem persa que se devota aos cálculos matemáticos, uma infinidade de questões e desafios matemáticos, seguindo o estilo das narrativas de Mil e Uma Noites. Monteiro Lobato foi um dos grandes escritores que se apaixonaram por este livro, profetizando sua imortalidade na história da literatura.
Os contos de Malba normalmente se passavam no Oriente, como seria de se esperar de seu heterônimo. O matemático e escritor estava sempre à frente de seu tempo, sendo muitas vezes incompreendido. Hoje sua atuação na educação começa a ser revista e valorizada. Neste esforço de reconhecimento da sua obra, foi fundado o Instituto Malba Tahan, em 2004, na cidade de Queluz, visando retomar seu trabalho, desenvolvê-lo e conservar na memória sua herança cultural, mantendo-a viva e ativa. Também em sua honra o dia 6 de maio, que marca seu nascimento, foi estabelecido como o Dia da Matemática pela Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro.
Júlio César morreu no dia 18 de junho de 1974, vítima de um ataque cardíaco no hotel em que se encontrava hospedado, no Recife, depois de uma última palestra. Como arremate final de sua imaginação, deixou prescritas várias orientações para a realização de seu enterro – a mensagem em sua homenagem, o caixão de terceira classe, flores enviadas por alguém desconhecido, oculto no anonimato, sem coroas, luto ou discursos.
Fonte:http://www.infoescola.com/biografias/malba-tahan/
Lígia Amorim