quinta-feira, 17 de julho de 2014

Receita de serviços sobe 6,6% em maio, diz IBGE

É o segundo pior resultado do setor nos últimos 12 meses. 
Maior alta veio de serviços às famílias, com destaque para alojamento.


O setor de serviços registrou crescimento nominal de 6,6% em maio, na comparação com o mesmo mês de 2013, segundo dados divulgados nesta quinta-feira (17) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). É o segundo pior resultado do setor nos últimos 12 meses – só supera o crescimento de 6,2% registrado em abril.
"Houve uma recuperação em relação a abril praticamente voltando ao patamar de março de 2014. A gente pode ver uma estabilização para o ano em torno de 8%”, disse Roberto Saldanha, técnico Coordenação de Serviços e Comércio do IBGE. Ele afirmou ainda que os setores de informação e comunicação e serviços administrativos e complementares ajudaram o setor de serviços a ter o resultado de 6,6%.
No ano, a receita dos serviços acumula alta de 7,7%, a menor desde março de 2013, quando ficou em 7,6%. Em 12 meses, a alta acumulada é de 8,2%.
A maior contribuição para que o setor crescesse mais em maio que em abril veio do setor de serviços de informação e comunicação, com alta de 4,5%, além dos serviços profissionais administrativos e complementares, com taxa de 7,8%.
A maior alta, no entanto, foi registrada nos serviços prestados às famílias de 11,6%. Neste segmento destacam-se os serviços de alojamento e alimentação, com crescimento de 11,8% e outros serviços prestados às famílias, com variação de 10,1%.
“Já tem aí algum efeito da Copa do Mundo, todo um efeito preparatório. Você vê que os serviços de alojamento e alimentação atingiram um patamar de 11,8% e outros serviços prestados às famílias, 10,1%. Aí também você tem muitas empresas de organizações de eventos ainda numa fase inicial da Copa do Mundo. Digo que a Copa já começou a dar a sua contribuição porque não tivemos outro evento no mês de maio que justificasse”, diz Saldanha.
O técnico afirmou que a Copa também colaborou para os resultados do setor de transportes aéreos: “Apesar de ter tido uma taxa menor que o mês de abril, está num crescimento nominal muito acima da média, muito bom. (...) Teve uma parcela sim do efeito Copa já na sua fase preliminar. Porque não tivemos um evento em maio que justificasse esse crescimento. Outro evento paralelo ou um feriado, então, a gente acredita nisso”, afirmou.
Por estados
As maiores variações de receita, em maio, vieram do Distrito Federal (20%), Goiás (14,4%) eMato Grosso 11,3%). As menores taxas de crescimento foram registradas no Espírito Santo(0,4%), Pará (0,8%) e Piauí (1,1%).
Apenas Amapá teve variação nominal negativa, de 5,7%. “Nesses estados menores, qualquer variação, valor absoluto, é muito menor do que nos estados economicamente mais ricos. Então, qualquer variação absoluta é grande, aparecem mais, sejam positivas ou negativas. Em alguns casos, se você tem uma variação maior numa determinada atividade que tem peso maior, impacta bastante. Então, é por conta dos valores absolutos mesmo”, diz o técnico do IBGE.
                  Lígia Amorim

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