Não há organização ética ou antiética, ou ainda, classificação de que uma determinada sociedade é moral ou amoral, mas sim há comportamentos que não estão de acordo (compliance) com boas práticas. Entretanto esses comportamentos se dão sempre pelo indivíduo, o que podemos inferir que somente a ação humana individual é valorada moralmente.
As organizações devem buscar comprometimento ético nos seus candidatos, assumindo a responsabilidade de auxiliá-los na resolução de conflitos éticos com que podem se deparar durante o exercício de suas funções, já que dilemas éticos podem ocorrer e a omissão do que se espera dos profissionais diante de tais dilemas não é salutar para a organização. Daí, programas de seleção com o escopo do entendimento da ética do candidato e compliance estão estritamente interligados, pois se baseiam em valores e responsabilidades morais, e que procuram incentivar o cumprimento e conformidade às leis e políticas internas, o que, por sua vez, tende a culminar no fortalecimento da cultura ética da organização.
Programas de seleção com uma abordagem ética devem envolver todos os
níveis da organização, caso contrário, não atingirão o seu objetivo
macro de buscar uma maior homogeneidade na forma de conduzir questões
éticas.
Uma ferramenta de gestão da ética é a denominada Análise de Aderência à Ética, que tem como objetivos identificar o nível de compliance
individual dos participantes com a cultura da organização; mitigar
vulnerabilidades que interfiram na manutenção de um ambiente ético;
sugerir aprimoramentos às normas e procedimentos da empresa em relação à
sua clareza para prevenção de perdas e fraudes e reforçar a mensagem
corporativa da importância da ética, levando a um aumento de inibição a
má conduta. Esse processo é aplicado para candidatos a posições
sensíveis em suas organizações, sensibilidade essa que pode estar
atrelada à vulnerabilidade das atividades que seu cargo propicia ao
lidar com informações confidenciais, bens, dinheiro, negociações, entre
outras.
Uma das formas de identificar a verdadeira percepção de ética do
profissional é buscar padrões de emoção em sua fala. Por exemplo, ao
invés de perguntar ao candidato “você teve problemas na sua saída da
empresa anterior?”, peça para ele relatar o último dia dele na empresa
anterior. Ao se lembrar desse dia, ele resgatará da memória emoções
positivas ou negativas de sua saída, que serão expressadas através da
sua linguagem verbal e não-verbal, possibilitando um maior
aprofundamento do tema.
Esse tipo de análise não visa classificar o indivíduo como ético ou
antiético, mas propõe identificar o grau de não aderência entre a visão
individual e o que a organização espera da conduta ética de seus
funcionários, aprimorando assim a capacidade de resistência às fraudes.
FONTE:http://www.endeavor.org.br/artigos/gente-gestao/recrutamento/como-identificar-a-etica-dos-candidatos-no-processo-de-recrutamento
postado por/; Tiago Barbosa dos Santos
FONTE:http://www.endeavor.org.br/artigos/gente-gestao/recrutamento/como-identificar-a-etica-dos-candidatos-no-processo-de-recrutamento
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